Mourão: A vacina é para o país como um todo, não é uma questão individual


Caroline Rosito, da CNN, em Brasília
11 de janeiro de 2021 às 09:49 | Atualizado 11 de janeiro de 2021 às 14:30

 

O vice-presidente Hamilton Mourão retornou nesta segunda-feira (11) ao trabalho, depois de ficar afastado por duas semanas em decorrência da Covid-19. Na chegada ao Palácio do Planalto, Mourão foi questionado por jornalistas se pretende tomar a vacina contra o novo coronavírus e respondeu que sim, “de acordo com o planejamento”.

“Dentro da minha vez. Eu sou grupo dois, de acordo com o planejamento. Não vou furar a fila. A não ser que seja propagandística, tá bom”, afirmou o vice. "Eu acho que a vacina é para o país como um todo, uma questão coletiva não é individual. Indivíduo aqui está subordinado ao coletivo, nesse caso".

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O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) - 24/08/2020
O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) - 24/08/2020
Foto: Mathias Brotero/CNN


Mourão também falou sobre sua recuperação. “Eu tive três dias de sintomas mais pesados e depois não. Tomei a medicação que é preconizado e a partir do quinto, sexto dia eu estava bem.” Ele disse que entre a medicação tomou hidroxicloroquina.

O vice-presidente declarou ainda que a medicina tem feito um papel bom, apesar do aumento do número de casos da doença. “A nossa medicina está salvando mais de 97% das pessoas que são contaminadas. Infelizmente, esse número tem elevado. Eu perdi nesses últimos dias dois amigos de longa data pra essa doença, mas a nossa medicina tem feito um papel muito bom. Quando olha a realidade dos números, existe um número significativo de gente que faleceu, mas nós temos mais de 7 milhões de pessoas que estão curadas.”

Seringas e agulhas

Mourão disse que o governo está preparado para iniciar a vacinação e que o problema com a falta de seringas e agulhas não afetará o planejamento. “Eu julgo que o pessoal da Saúde vinha preparando isso aí. Eu desde o ano passado disse que o governo ia adquirir toda e qualquer vacina que fosse certificada pela Anvisa. Ficou aquela discussão e, no final das contas, estão sendo adquiridas as vacinas que vão ser certificadas.  Os estados têm material para iniciar a imunização e o governo federal pode fazer uma requisição de seringas e agulhas e completar aquilo que for necessário.”