Familiares de meninos sumidos na Baixada cobram análise de sangue em roupas


Por Leandro Resende, da CNN, no Rio
14 de janeiro de 2021 às 00:04
Nome dos meninos desaparecidos no Rio de Janeiro não constava no Cadastro Nacion
Nome dos meninos desaparecidos no Rio de Janeiro não constava no Cadastro Nacional
Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

 
Familiares dos meninos Lucas Matheus, de 8 anos, Alexandre da Silva, de 10, e Fernando Henrique, de 11, suspeitam que roupas infantis encontradas na casa de um suspeito possam ajudar a elucidar o paradeiro das crianças. Eles estão sumidos há 17 dias, quando saíram para brincar na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. 


Nesta quarta-feira (13), um dia depois de um homem ser torturado por traficantes por suspeita de envolvimento com o sumiço das crianças e de um protesto terminar com um ônibus incendiado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, familiares dos meninos se reuniram com a Defensoria Pública do Rio. 

 

De acordo com a Polícia Civil do Rio, o homem torturado foi preso por ter conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes no celular e não há indício de que ele tenha participação nos desaparecimentos.  Foi aberta investigação para apurar o crime de tortura. 

No encontro, as mães das crianças declararam que mantém a esperança de encontrar os filhos com vida. 
A defensora Gislaine Kepe afirmou à CNN que solicitou cópia integral do inquérito. Ela disse, também, que os familiares já disseram à Polícia tudo o que sabiam sobre a rotina e a dinâmica do desaparecimento dos meninos.

“Queremos, ainda, que a Polícia informe se foram comunicados aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária, e companhias de transporte as informações sobre os meninos, que possam ajudar na identificação deles”, declarou ela, que protocolou um ofício solicitando as informações na tarde desta quarta.