Nintendo permite jogar Mario Kart na vida real com o Switch


Shannon Liao, do CNN Brasil Business, em Nova York
15 de outubro de 2020 às 05:00 | Atualizado 15 de outubro de 2020 às 13:07

A Nintendo inventou uma nova maneira de os fãs de Mario Kart competirem entre si.

“Mario Kart Live: Home Circuit” é o mais recente brinquedo da Nintendo programado para ser lançado no final do ano – um dos muitos produtos da linha Super Mario, aliás, vendidos no ano que celebra o 35º aniversário de Super Mario Bros.

“Mario Kart Live” é um pequeno carro de controle remoto que funciona com realidade aumentada e um jogo gratuito no Nintendo Switch. O carro custa US$ 99,99 e estará à venda a partir de 16 de outubro (sexta) nos Estados Unidos.

Cada Mario Kart vem com uma câmera embutida que pode ver os arredores do carro.

O CNN Business testou o Mario Kart Live antes do lançamento e montou uma pista de corrida dentro de casa. Mesmo em um apartamento relativamente espaçoso de dois quartos em Nova York, foi preciso algum raciocínio e planejamento para organizar a pista de corrida, deixando espaço suficiente para obstáculos e uma volta longa o bastante para ir do último portão à linha de chegada.

Mario Kart

Mario Kart Live

Foto: Shannon Liao/CNN

(Benefício inesperado: a câmera do kart está tão perto do chão que pode ajudá-lo a localizar teias de aranha para limpar e pequenas bijuterias que podem estar perdidas pela casa).

Mario Kart é uma franquia bem conhecida, mas a adição de realidade aumentada do jogo “Mario Kart Live” cria momentos surreais, como se ver jogando com o Nintendo Switch ao lado do kart de Mario ou do seu cachorro de estimação caminhando pela pista de corrida.

Para configurar o jogo, é preciso primeiro baixar o software gratuito na Nintendo eShop e comprar um Kart, que pode ser Mario ou do Luigi. O jogo pede aos usuários que façam uma selfie para tirar sua carteira de motorista segurando o kart perto do rosto.

Em seguida, é preciso liberar cerca de 3 a 3,5 metros de espaço em casa para configurar a pista de corrida, adicionando portões e obstáculos como cones de trânsito e copos. O jogo oferece opções para espaços menores, embora a Nintendo não especifique o quão pequeno.

Na tela, o jogador vê sua própria casa, junto com objetos fictícios como moedas de ouro de Mario, itens especiais e outros jogadores. No modo multijogador, outros jogadores que desejarem participar terão de comprar seus próprios sistemas e kart.

Quando uma corrida começa, Mario ou Luigi correm pela pista competindo contra oponentes virtuais como Bowser Jr. e os Koopalings, ou contra outros jogadores reais. O kart também pode detectar quando Mario esbarra em obstáculos reais, custando-lhe moedas. Quanto mais corridas o jogador entrar, mais Mario ou Luigi podem desbloquear mais roupas e visuais de carros de corrida.

Até quatro pessoas podem correr juntas, mas cada uma deve comprar seu próprio Kart e Switch, o que custaria um total de mais de US$ 1.000 para cada.

O jogo “Mario Kart 8 Deluxe” vendeu 26,7 milhões de cópias, de acordo com os dados oficiais de vendas da Nintendo, tornando-o o de maior sucesso do Nintendo Switch até hoje, com “Animal Crossing: New Horizons” em segundo lugar com 22,4 milhões de cópias vendidas.

“O jogo parece uma engenharia personalizada para nossa pandemia, com as pessoas presas em casa no futuro próximo, especialmente aquelas com filhos", opinou Laine Nooney, professora assistente e historiadora de videogames na Universidade de Nova York. “Certamente a Nintendo espera que Mario Kart Live seja uma fonte de diversão nostálgica para os pais e de experiências caseiras para as crianças”.

Para Nooney, o fato de que cada jogador precisa de seu próprio Switch e espaço suficiente para jogar pode representar um desafio para as vendas.

“Embora a Nintendo possa ter acertado com o uso de AR com Mario Kart Live, a empresa não contornou o fato de que cada tela é seu próprio console, com um preço correspondente. A Nintendo pode ter inadvertidamente reduzido a audiência potencial para este jogo, devido ao seu preço e restrições de espaço”.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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